Orientação Familiar

“É possível educar sem levantar
a mão ou a voz para uma criança”

As crianças dependem de nós.
As crianças acreditam em nós.    As crianças confiam em nós.
Cabe mencionar que é através do contato com o mundo adulto ao seu redor, que o bebê,
a criança e mais tarde o jovem,  se desenvolve e aprende a transformar o seu corpo emocional individual em convívio familiar e social.  Normalmente, durante a gestação e durante o primeiro ano de vida de uma criança, tudo é motivo de alegria e orgulho.
Com o engatinhar ou ao ficar em pé, o nosso pequeno herdeiro começa a sentir a censura
e os primeiros “não, não pode” vindos do mundo adulto.

É importante lembrarmos que a criança aprende a se desenvolver
imitando o mundo adulto.  Intuitivamente, ela também quer se tornar adulta,
ou seja, quer fazer tudo o que os adultos fazem.
Se tiver bons e amorosos exemplos, irá querer ser bem sucedida como a mamãe ou como o papai;  dedicada e alegre como os avós;  corajosa como o irmão mais velho;  executiva como a madrinha e assim por diante. Inserir a criança desde a mais tenra idade na dinâmica familiar, pode ser extremamente pedagógico e terapêutico.  Como fazer isto ?Dando-lhe pequenas, mínimas responsabilidades, respeitando sempre suas condições e ritmo,  como por ex.: enquanto a mamãe rega as plantas, convidar o nosso pequeno ser a fazer o mesmo pondo um pouco de água num regador; permitir que ele ajude a guardar os panos de prato na gaveta; incentivá-lo a que coloque os seus sapatinhos no lugar certo; que ajude a guardar os seus brinquedos, etc.                                                                                                                    As possibilidades são infinitas !                                                                                                                        A criança faz de tudo para agradar o mundo adulto, mesmo quando comete “erros” ou quando acontece algum “acidente”.
Nenhum sentimento nela é negativo, premeditado ou planejado.

Atitudes agressivas ou indiferença por parte dos adultos, bem como julgar, comparar, castigar, ignorar, humilhar, gera sensação de inadequação, rejeição e abandono nas crianças.  Desenvolve, também, medo de se aproximarem afetivamente dos pais.               Isto pode levar as crianças a apresentarem quadros de dificuldade de concentração na idade escolar;  a olhares esquivos;  à falta de opinião; a falar em voz baixa;
a lentidão na dicção, leitura e escrita;
a tristeza; melancolia e até depressão.

Educar os nossos filhos é um serviço no altar

Um gesto amoroso, um olhar carinhoso, um sorriso afetuoso, um silêncio acolhedor, demonstrações de agradecimento e respeito recíprocos desenvolvem bons sentimentos, aquecem o entorno da criança e trazem segurança e clareza também aos jovens mais tarde. Nós adultos temos a capacidade e a opção de agir agora, em forma amorosa e consciente na educação de nossos filhos, nos reeducando, mudando a nossa atitude e o nosso comportamento, se acreditarmos que estávamos agindo em forma  inadequada. Isto irá beneficiar as crianças, a dinâmica familiar, a relação conjugal e o vínculo com a sociedade como um todo!

Vamos começar?